quarta-feira, 14 de março de 2012

Sobre cinema e propósitos



Depois de muito ouvir falar que A Invenção de Hugo Cabret era lindo e que valia cada centavo do caríssimo cinema 3D, investi bons R$ 25 em uma sessão do novo filme de Martin Scorsese, vencedor de cinco prêmios no Oscar (Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Edição de Som, Mixagem de Som e Efeitos Visuais). E como havia escutado por ai, valeu a pena. O filme é lindo, da abertura aos créditos finais. O elenco está impecável, aliás, aposto no talento de Chloë Moretz há muito tempo, desde 500 Dias Com Ela e depois em Kick-Ass, não tinha como deixar a bonitinha passar despercebida. Asa Butterfield também está excelente no papel principal do órfão Hugo, um garoto que vive em uma estação de trem e tem o sonho de fazer a única lembrança deixada por seu pai, uma espécie de robô, funcionar novamente. No desenrolar da história, ele conhece George Méliès (Ben Kingsley) e Isabelle (Chloë), com George desenvolve um relacionamento conturbado de amor ódio e, com Isabelle, uma amizade-quase-amor. A partir daí descobrimentos ligam a antiga máquina de Hugo ao mal-humorado George, e a fantástica invenção do cinema.




Em contrapartida ao exuberante e cheio de efeitos A Invenção de Hugo Cabret, assisti no dia seguinte ao ganhador do Oscar de melhor filme O Artista. Mudo e em preto e branco, o estilo foi adotado para contar a história de um ator que era um astro na época do cinema mudo, até a invenção do cinema falado. Com sérias dificuldades de adaptação, o personagem principal, George Valentin, se afunda em dívidas, desilusões e decepções, também conhecido como o famoso fundo do poço. E nessa voltinha pelo desespero, George aprende sobre como deixar o orgulho de lado e a confiar em outras pessoas que não ele mesmo. Falando assim parece tudo meio óbvio e fácil para uma história curta, de 1h30. No entanto, tão acostumada com belos filmes em 3D saltando aos nossos olhos, assistir novamente a um filme mudo e PB foi um exercício que exigiu certo esforço da minha parte. Particularmente, creio que o Oscar valeu pela ousadia do diretor em usar, em pleno século 21, uma metalinguagem estética com tanta propriedade. As interferências (como no momento que George sonha com barulhos, mas não consegue falar), a excelente linguagem corporal dos atores, e as poucas linhas de fala escrita , deixaram o filme ainda mais interessante e muito bem amarrado.


No fim, tanto O Artista e sua cara mais do que retrô, e A Invenção de Hugo Cabret com sua tecnologia milionária, são dois lindos filmes e que compartilham muitas coisas além de se passarem na mesma época e falarem sobre a invenção e desenvolvimento do cinema. A essência dos dois roteiros também se encontram nos mesmos pontos: descobrir qual o seu propósito, manter-se de pé por ele e permitir-se sonhar expressando a arte e o talento que possui. E a plataforma para tais eventos é justamente a sétima arte, entendida como uma fábrica de sonhos. Um lugar onde tudo pode acontecer, no qual quem participa pode expressar sua criatividade, suas ideias, seus movimentos, suas fantasias. Quando esta possibilidade é interrompida, ou por uma gigantesca crise financeira, ou por mudanças de estilo, os personagens se enxergam em algum ponto como “quebrados” por não estarem cumprindo seu propósito de levar outras pessoas a sonhar e, consequentemente, também não sonham mais.
Aliás, em Hugo Cabret, tem uma linda cena das duas crianças conversando sobre isso. Parte do texto está no fim deste post.
No resumo da obra, os dois filmes são ótimos e merecem tanto o destaque que ganharam na premiação quanto o seu ingresso no cinema. Assista sem medo!



“Eu imagino que o mundo seja uma grande máquina. Máquinas nunca vêm com uma peça a mais. Elas sempre vêm com a quantidade de peças exata que ela precisa para funcionar. Então eu imagino, se o mundo inteiro for uma grande máquina, eu não posso ser uma peça extra. Eu estou aqui para um propósito.”

sexta-feira, 2 de março de 2012

Apanhado para o fim de semana



Nos cinemas
A Mulher de Preto


Para quem curte um bom susto e filmes de terror, vá logo assistir A Mulher de Preto. Eu particularmente odeio filmes deste genêro, com fantasmas, diabinhos e qualquer outro elemento sobrenatural do tipo. Logo, assisti praticamente a metade do filme com as mãos nos olhos.
Já na outra metade que assisti sem me censurar, posso dizer que Daniel Radcliffe conseguiu se livrar de Harry Potter. Ele vive Arthur, um viúvo endividado que precisa resolver a papelada de um antigo casarão para não ser demitido e continuar a cuidar do filhinho de quatro anos.
Mas como todo bom casarão abandonado, este é superasssombrado por uma mulher vestida de preto, e toda vez que alguém a vê uma criança da cidade morre de maneira trágica. Segundo meu amigo que foi ao cinema comigo e não tapou os olhos como eu, as cenas de horror não são das melhores, os efeitos são médios, porém, funcionou com boa parte do cinema. A fórmula continua a mesma: muito preto, cenas escuras, aquele fumacê que incomoda a visão e uma trilha marcante com cara de suspense. Atenção também para as crianças e os brinquedos mais assustadores ever.
Como dito antes, se gosta de terror pode ir confiante. Se gosta do Daniel (que foi o meu caso) pode ir também, o garoto cresceu e promete se manter na sétima arte.


 


Na locadora
Missão Madrinha de Casamento


Quem gosta de comédia pode ficar em casa mesmo e alugar Missão Madrinha de Casamento, filme que também concorreu ao Oscar nas categorias de melhor roteiro original e melhor atriz coadjuvante. Não levou nenhum, mas mereceu as indicações. Na história, duas melhores amigas vivem momentos contrapostos. Lillian está de casamento marcado e toda envolvida com a festa, enquanto a outra, Annie, que será madrinha, está no limbo, ainda remoendo um antigo relacionamento e uma falência da empresa que abriu com ele. Adicione a este cenário outra madrinha, que mexe com a amizade das duas protagonistas, principalmente com a cabeça de Annie que considera o relacionamento com Lillian a única coisa boa em sua vida. Entre as crises de ciúme da uma madrinha com a outra, a tensa organização de um casamento e a tentativa de conciliar em paz entre seis mulheres, um pequeno inferno se abre causando brigas e situações no mínimo engraçadas. Parece um Se Beber Não Case para mulheres.






Em um futuro não muito distante
Os Vingadores


Previsto para estrear em maio, Os Vingadores reuniu diferentes super-heróis de filmes recentes em uma só história e com a eterna missão de salvar o mundo. Essa semana saiu mais um trailer oficial e a ansiedade só aumentou. Enquanto ele não estreia, vale começar a assistir aos outros longas dos heróis que estarão no roteiro, como se fosse a parte um de uma continuação, só que são quatro partes. São eles Homem de Ferro, Capitão América, Thor e O Incrível Hulk. Meus favoritos são Homem de Ferro e Thor, que, aliás, já escrevi aqui no blog sobre: Thor


quinta-feira, 1 de março de 2012

Meryl (também) me fez chorar



Prosseguindo com minha maratona pós-Oscar, assisti A Dama de Ferro, um belíssimo filme que foca na história de Margaret Thatcher, ex-primeira ministra do Reino Unido que marcou a história da Europa e da política mundial, sendo a primeira mulher a liderar uma democracia moderna e única até hoje a ocupar tal cargo na Inglaterra.
O título do filme vem do apelido dado a ela. Conhecida por governar com pulso firme e uma boa pitada de intransigência, a dama de ferro acumulou inimigos políticos durante sua caminhada ao topo e até hoje é uma figura controversa que, querendo ou não, deixou um legado que ainda reflete no governo e na economia britânica.


“Qualquer mulher que entenda os problemas de cuidar de uma casa está muito perto de entender os de cuidar de um país”

O papel principal foi dado para Meryl Streep, que levou sua terceira estatueta do Oscar de melhor atriz. O que não é surpresa nenhuma, afinal, se coubesse a mim acho que teria dado todos os prêmios a ela nas 17 vezes que concorreu. Meryl tem aquele “Q” de atriz que veste o papel que lhe for dado. Simplesmente deixa de ser ela e se torna a outra mulher do roteiro. Voz, postura, feições, aparência... Aliás, palmas para seu maquiador J. Roy Helland, que a acompanha há 37 anos e que, além de ganhar destaque nos créditos, também levou o Oscar de melhor maquiagem.
Como diz o título do meu texto, Meryl Streep também me fez chorar, assim como George Clooney em Os Descendentes. Na verdade, até mais que George. O que provavelmente faz de mim uma mulherzinha que vai ao cinema em vez de uma crítica de cinema. Mas tanto faz. Achei lindo mostrar o lado sensível de uma das mulheres mais fortes da história. Alguém que colocou na cabeça que faria a diferença e que lutou por isso até o fim.


Insatisfeita com a política de seu país, e inspirada pelos discursos de seu pai, Margaret decide entrar na política, abre mão de sua juventude para estudar muito e conseguir uma vaga em Oxford. Depois, se acotovela com homens para entrar no parlamento inglês e, em 1959, se torna a primeira mulher a penetrar aquele espaço através de voto popular. Vinte anos depois, após passar por diversos cargos dentro do partido conservador, ela concorre para primeira ministra e se mantém neste posto por 11 anos, vencendo três eleições consecutivas.
Mesmo no mais alto cargo do parlamento, Thatcher ainda luta todos os dias para ser respeitada, o que a leva a assumir uma nova postura com exageros e por vezes abuso de poder.
Paralelamente a sua vida política, o filme apresenta com muita delicadeza seu casamento com Denis Thatcher, grande companheiro e quem a apoiou durante todo o caminho. Logo no início já sabemos que Margaret vive há muito tempo sem o esposo, que faleceu com câncer, mas que insiste em permanecer nos pensamentos dela.
Entre tantas cenas históricas e a vida pessoal da ex-ministra, os momentos mais marcantes ficam por conta de suas falas sobre ideias e liderança, sobre sua vontade de mudar o rumo da história e deixar sua marca. Enquanto os momentos mais comoventes ficam a cargo do romance com Dennis e a tristeza fatídica que acompanha uma velhice solitária conduzida por uma doença mental.



No fim, entre a mulher triste e confusa, intercalada com seus discursos fortes e decididos, Margaret é apresentada como uma figura que não seria má ou insegura, mas sim ambiciosa, que não negociava nada em prol de conseguir o que queria e se manter pelo que acreditava. Perdi as contas de quantas vezes em suas falas ela desafia seus oponentes usando argumentos como falta de coragem na hora de governar e tomar decisões pelo povo. E mesmo com diversas cenas enfrentando friamente homens e outros figurões da política mundial, um dos diálogos que mais gostei foi quando ao comparecer em uma consulta, Margaret encara seu médico com uma ótima fala sobre os problemas da geração que só sente, enquanto na verdade deveria fazer, e a relação de nossos pensamentos com o que realmente somos. Achei digno.


“Preste atenção em seus pensamentos, pois eles se tornarão palavras. Preste atenção em suas palavras, pois elas se tornarão ações. Preste atenção em suas ações, pois elas se tornarão hábitos. Preste atenção em seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter. Preste atenção em seu caráter, pois isso se tornará seu destino! Nós nos tornamos o que pensamos”

Atualmente, Margaret Thatcher tem 86 anos e, apenas registrado pelo filme, pode se dizer que conseguiu alcançar o que sempre quis: ela fez a diferença.



terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

George me fez chorar



Tardiamente comecei minha maratona do Oscar. Este ano decidi fazer depois da premiação, já que sempre faço apostas brilhantes e totalmente erradas. Então não farei comparações de quem deveria ou não ganhar, até porque não faz diferença nenhuma na minha vida. O que faz sim diferença é o quanto um bom filme pode nos fazer refletir, relembrar e, depois, até te fazer sonhar durante a noite enquanto “digere” tudo o que viu. E foi o que aconteceu ontem ao assistir Os Descendentes.
O filme começa com Elizabeth, esposa de Matt King (George Clooney). Logo nos primeiros minutos ela sofre um acidente e entra em coma, que pouco depois já é noticiado como irreversível. Se não bastasse lidar com a morte da esposa, Matt tem que cuidar de um negócio bilionário em família, das filhas rebeldes e também da notícia que sua esposa o traía e planejava deixá-lo. Bomba atrás de bomba. E tudo isso acontece antes da metade do longa.


No entanto, mesmo cheio de notícias iniciais, o restante do filme dança mais em cima dos relacionamentos, de diálogos reflexivos e da aproximação familiar. Daí em diante apenas detalhes vão entrando na história, enquanto Matt e suas filhas se encarregam de dar a notícia ao restante dos familiares e amigos de que em breve os aparelhos serão desligados e Elizabeth morrerá.
Inicialmente parece uma tragédia sem fim, mas Os Descendentes tem diversos momentos de alegria, e os de tristeza não afundam no dramalhão exagerado. Pelo contrário, a emoção é baseada na sensibilidade de um pai idoso se despedindo de sua filha, de uma psicóloga contando para a garotinha de 10 anos que sua mãe não vai mais acordar , e, na melhor cena do filme, do marido em seu último momento com a esposa.
Falando nele, George Clooney estava excelente. A maior parte do tempo ele atua com dois adolescentes (os também ótimos Shailene Woodley e Nick Krause) e uma criança. Tem diversos monólogos com a esposa em coma, e também narra toda a história.


"O que faz com que as mulheres da minha vida destruam a si mesmas?" (Matt)

Relacionamentos familiares são sempre bons temas para filmes universais. Mas, exatamente por isso, também correm o risco de ser feito com tantos clichês e abusos que estragam o que poderia ser uma boa história. O que não é o caso de Os Descendentes, que envolve diversos níveis familiares que poderia sim ter caído na mesmice, mas não o fez. Aqui Matt deve lidar com primos e parentes distantes por causa de um grande terreno virgem que sua família herdou de antepassados no Havaí, e que vale muitos milhões de dólares. Ao mesmo tempo o protagonista tenta lidar com a traição da esposa em coma, com a qual não pode discutir e perguntar tudo que está engasgado, sendo assim, ele parte em busca do amante, esperando que ele tenha essas respostas. E, por fim, Matt tem que reconquistar suas filhas. Duas garotas rebeldes e que conviveram sempre com a mãe e não com o pai ausente. A superficialidade de alguns destes relacionamentos, em contraponto com a tentativa de se aprofundar em outros tardiamente, é o que conduz o personagem nas quase duas horas de filme. Tão intenso quanto o drama de Matt está a força de Elizabeth. Mesmo em coma, sem falar uma palavra o filme todo, é impossível não se conectar a personagem em algum nível. Seja no pensamento de perder a mãe, uma amiga, a esposa ou uma filha, as lágrimas provocadas em quem está assistindo sempre vão passar por um destes cargos familiares. Acusada de erros ou admirada por outros acertos, ela dá o tempero da história e deixa todos refletindo sobre os porquês de suas atitudes.

"Adeus, Elizabeth. Adeus, meu amor, minha amiga, minha dor, minha alegria. Adeus, adeus, adeus."

Sem mais delongas, Os Descendentes é um lindo filme, comovente e emocionante. Digno de lágrimas e também de alguns sorrisos. Elenco impecável e mensagem dada com muita eficiência. Obrigada mais uma vez, George.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sherlock Holmes



Finalmente fui ao cinema ver Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras, continuação de Sherlock Holmes lançado em 2009. Quem viu o primeiro, já sabe que um dos grandes atrativos da história é a excelente escolha de Robert Downey Jr. para viver o intrigante personagem principal.

Comparado ao filme anterior, este mantém alguns defeitos e qualidades. Por exemplo, o filtro azulado que dá aquela sensação fria e tensa aos filmes de suspense. Só que um pouco mais escuro, talvez para corresponder ao título do mesmo, e também por ter um clima mais pesado que o primeiro. Podemos encaixar essa categoria como qualidade, mas passível de gerar um pouco de sono em quem estiver cansado.
Outra semelhança é a demora que o roteiro leva para te envolver. Por cerca de uma hora e meia a história não passa de mistérios estranhos, com a mente de Sherlock toda confusa ao fundo. E é quase na última meia hora do filme que o clima engata e ficar sentada aconchegantemente na cadeira não faz mais sentido, durante tantas explosões e ações.
A figura feminina não é mais a linda e perigosa Irene (Rachel McAdams), mas sim a cigana Madam Simza (Noomi Repace), que não tem os mesmos atrativos da diva anterior, mas “semgraçamente” segura as pontas.


Enquanto isso, nasce na pele do ator Jared Harris, o incrível vilão Professor Moriarty. Estou à espera de um vilão que me surpreenda tanto quanto o Coronel Hans Landa, vivido por Christoph Waltz em Bastardos Inglórios. Achei que o encontraria desta vez, mas não rolou. Em SH: O Jogo das Sombras, o bad guy Professor Moriarty infelizmente não alcançou este nível, mas conseguiu ser uma das partes mais interessantes do longa. Tão inteligente quanto seu oponente, Moriarty é sagaz, perigoso, politicamente bem infiltrado, e do tipo que faz você desistir do bem no mundo ao ouvi-lo falar. E, para finalizar, o que são os dentes dele? A cada sorriso um arrepio na plateia. Destaque para a cena que ele captura Sherlock e canta enquanto o tortura. Terrivelmente bom.



Por fim, o que amarra bem a história é a eterna amizade entre Sherlock e Watson, vivido por Jude Law. Mesmo sendo um insano que bebe formol, é na relação com Watson que percebemos um Sherlock que realmente ama alguém e se importa com a vida desta pessoa. Celebrar a amizade é o novo preto no mundo da ficção. E qual história da literatura seria melhor para representar dois grandes amigos do que estes aventureiros que, mais tarde, inspiraram tantos outros relacionamentos como House e Dr Wilson, Sharona e Natalie em Monk?
Ao que parece, essa amizade ainda pode render outros filmes, provavelmente azuis, confusos, mas com bons atores e finais que nos fazem achar que tudo valeu a pena.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Almodóvar em 3, 2, 1...



Há um mês fui arrastada por uma amiga para assistir ao último filme de Almodóvar, A Pele Que Habito. E adoro ser arrastada para coisas que me surpreendem de uma maneira boa. Sou fã do Almodóvar, só estava com um pouco de preguiça de ver um filme que me faria pensar, prática tão esquecida nos dias atuais e que eu já estava entrando na vibe do restante da humanidade.
Cabeça preparada e lá estava eu, vendo um dos filmes mais doidos que eu já vi do diretor espanhol. Resumidamente, A Pele Que Hábito foi inspirado em um livro francês chamado Tarântula, e conta a história de um cirurgião plástico em meio a uma experiência científica para criar a pele perfeita, geneticamente modificada, que seria melhor e mais resistente. Ao lado dessa história, descobrimos o trauma do médico em relação a perda de sua mulher, e a possibilidade de estar tentando recriá-la em uma paciente que vive em cativeiro em sua casa/clínica. E, sério, essa é a parte normal do filme. O desenrolar da história trás mais alguns personagens, uma família cheia de problemas, e um desfecho surpreendente.
O filme ainda está em cartaz em algumas cidades, então se tiver planos de ir ao cinema, vá logo ver A Pele Que Habito, antes que saia das salas.
Aproveitando o tema, gostaria de listar aqui mais três filmes do diretor que são meus favoritos.


Volver



A lindíssima Penélope Cruz, e atriz favorita do diretor, estrela este longa que gira em volta da história de mulheres de diferentes idades, com diferentes histórias, e que dividem o fato de serem da mesma família ou apenas amigas de bairro. Gosto da sensibilidade que ele trata as relações entre mães e filhas, e também a simplicidade de lendas e tradições espanholas ainda muito assimiladas por pessoas no país.



Tudo sobre minha mãe


Em outro mergulho no universo feminino, está o filme Tudo Sobre Minha Mãe, que também tem no elenco Penélope Cruz e Marisa Paredes (de A Pele Que Habito). Muitas histórias cruzadas para contar a saga de uma mãe que perde o filho e sai em busca do pai do garoto, que é um travesti e não sabia que tinha um filho.


Fale Com Ela


Ao contrário dos filmes acima, neste os principais são dois homens, amigos, e que compartilham o fato de que as garotas que gostam estão em coma. Vi o filme há muitos anos e não lembro totalmente da história, mas sei que sai com a mesmo incômodo e surpresa que tive ao ver A Pele Que Habito, então, vale recomendar também.







segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Janeiro no cinema



Praia e piscina... Teoricamente este é o verão. Mas como ninguém passa um mês inteiro nesta “realidade”, pelo menos não as pessoas que eu conheço (exceto se uma delas ganhar na loteria ou entrar no BBB), outra boa opção para janeirão é se jogar no ar condicionado da sala de cinema mais perto de você.

Pensando assim, listo aqui os lançamentos de janeiro que prometem render bons filmes. Este mês renomados diretores vão competir pelo seu ingresso, a maioria das estreias são assinadas por gente simples e humilde como David Fincher, Martin Scorsese, Steven Spielberg, Clint Eastwood, e por ai vai... Enjoy it!


Sherlock Holmes 2: O Jogo de Sombras
Quando: 13 de janeiro
Com a mesma cara de aventura, ironia, explosões e bons diálogos do primeiro filme, a continuação de Sherlock Holmes promete não desapontar. Dessa vez, Sherlock terá que encarar a também mente brilhante do Professor Moriarty.




A Hora da Escuridão
Quando: 13 de janeiro
Este á para quem gosta de levar sustinhos de seres alienígenas. Meio Guerra dos Mundos, o longa conta a história de jovens que estão de férias em Moscou bem no momento que o planeta sofre uma invasão de aliens invisíveis. Como lidar? Os efeitos parecem bons e o cenário típico de fim da humanidade também promete agradar quem curte o tema.


 

O Abrigo
Quando: 13 de janeiro
Entre todos os filmes desta lista com grandes estrelas e efeitos especiais, este é um dos que mais chamou minha atenção. O filme conta a história de um homem que tem visões apocalípticas e, por isso, começa a construir um abrigo e a se preparar para proteger a família de um eminente fim do mundo. Porém, a mãe dele tem esquizofrenia o que causa aquele suspense ambíguo, tipo Uma Mente Brilhante. Eu curti.




As Aventuras de Tintim
Quando: 20 de janeiro
Um dos personagens ícones da infância em animação dirigida por Steven Spielberg. O filme conta a história do jornalista investigativo, Tintim, seu encontro com o atrapalhado capitão Archibald Haddock, e uma aventura em busca de um tesouro que, pra variar, não deve cair em mãos erradas.




A Invenção de Hugo Cabret
Quando: 20 de janeiro
Martin Scorsese dirigindo filme com crianças, como não amar? Sem falar que uma das crianças é a prodígio Chloë Moretz, conhecida pelo filme Kick-Ass. O longa conta a história do órfão Hugo que mora escondido em uma estação de trem em Paris e precisa desvendar um mistério deixado por seu pai.


 

J.Edgar
Quando: 27 de janeiro
Dirigido por Clint Eastwood, o filme revela os bastidores da controversa história de John Edgar Hoover, que foi chefe do FBI por quase 50 anos e marcou a história do departamento, tanto que dá nome ao quartel-general do FBI em Washington. Leonardo DiCaprio é o encarregado do papel principal, e o faz muito bem.




Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Quando: 27 de janeiro
Como já citado aqui em um post anterior, o filme baseado no primeiro livro da coleção Millenium traz um elenco de peso e a direção de David Fincher. Muito drama e suspense na história de uma investigação bem perigosa. Promete ser um dos melhores filmes do ano.







quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Esquenta para The Muppets


The Muppets e seus simpáticos personagens estão no topo dos meus símbolos da infância. Há sete anos, mais ou menos, a Disney comprou os direitos de Piggy e companhia e lança agora, dia 2, um dos filmes mais comentados de dezembro. Não era pra menos, afinal, a quantidade de trailers, paródias, fotos, entre outras ações feitas até agora só atiçou a curiosidade de todos, até daqueles que nem se simpatizam pela fofa carinha de sapo de Caco, ou melhor, Kermit, novo nome do personagem. A explicação para a mudança de nome foi "explicada" na entrevista que a Época fez com o sapo no link a seguir: Entrevista Revista Época

Enfim, fiz uma seleçãozinha das paródias mais engraçadas do filme, fotos e apresentações musicais. Olha só:

 Caco Kermit representando a galera na Entertainment!

Piggy em ensaio de moda para a revista InStyle

Mais para a InStyle...
e mais essa, pronto!

As próximas são de mentirinha... mas bem que poderiam ser de verdade, né?! 


 


Trailers paródias:

Piggy em Pretty Little Liars 





Muppets em Jogos Mortais



Lanterna Verde






Crepúsculo e Atividade Paranormal






E algumas apresentações musicais...

Muppets apresentando a música Forget You



Gonzo e Animal dão um show com o clássico Bohemian Rhapsody 



Releitura da romântica Stand By Me! 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Felizes para sempre

Pelo jeito, contos de fadas são os novos vampiros. E por mim tudo bem. Filmes, seriados, apresentação infantil na escola dos sobrinhos, seja como for, princesas e bruxas más são sempre garantia de prender a atenção da maioria dos mortais entusiastas por possíveis finais felizes.

E como tudo que é garantido, superproduções, com elencos repletos de estrelas, vão estrear ano que vem dentro do mote “era uma vez”. Por enquanto, séries menos superproduzidas e com elencos mais, digamos,  humildes fazem o papel de utilizarem o tema, no entanto de maneira mais criativa.

Branca de Neve e o Caçador
 

A superprodução traz Kristen Stewart como Branca de Neve, Charlize Theron como a Rainha Má e Chris Hemsworth como o Caçador, o filme estreia nos cinemas em maio. Qualquer semelhança do cartaz com o último Alice no País das Maravilhas não é mera coincidência. Os filmes contam com os mesmos produtores.








Mirror, mirror


Com um ar mais surreal e divertido que o filme acima, Mirror, Mirror traz Lily Collins como Branca de Neve e a ótima Julia Roberts na pele da Rainha Má. Nesta história, a Rainha quer casar com o príncipe para sair da falência, mas para isso tem que passar por Branca. Pelo trailer dá pra ver que capricharam nos cenários e também nos figurinos do filme. Previsto para estrear nos cinemas em março.






Once Upon a Time


Minha nova série favorita é Once Upon a Time, estrelado por Jennifer Morrison (a Cameron, de House) e ainda sem previsão de estreia no Brasil. O seriado que está no quarto episódio, tem como trio principal Branca de Neve, a Rainha Má e Emma, filha de Branca (sim, Branca de Neve e o Príncipe Encantado não perderam tempo após o casamento). Irritadíssima com a felicidade de Branca, a Rainha Má libera uma maldição que acaba com os finais felizes e prende para sempre todos os personagens dos contos em um lugar difícil de viver e cheio de problemas. Este lugar é o nosso mundo, também conhecido como mundo real! Se você ainda não está vendo a série, pode começar. A história é criativa, até agora o roteiro não decepcionou, o único probleminha são os efeitos especiais, dignos dos anos 80.










Grimm


Quem prefere os contos de fadas em tons mais sombrios (lembradaqueles que passavam na Cultura? Não era pra dar medo, mas dava...), então vai gostar de outra série. Grimm conta sobre um cara que descobriu ser um caçador sobrenatural e tem a habilidade de enxergar seres que os humanos não conseguem. Tem um quê de Supernatural-ai-que-susto.